ECLIPSE TOTAL DA LUA
  20-21 de fevereiro de 2008


Lua em 21 de fevereiro de 2008, 04:38 TU
©2008 Costeira1

                 A chuve e o céu nublado impediram a observação deste fenômeno em Florianópolis. A Estação Costeira1 conseguiu observar por alguns momentos após o fim da totalidade. (veja relatório no quadro abaixo).
                 Foi o primeiro Eclipse Lunar de 2008. A fase parcial do eclipse (U1) começou às 22:42 (Hora local) do dia 20 de fevereiro e terminou às 02:08 já em 21 de fevereiro. 

                 Próximo eclipse lunar = 16 de agosto de 2008 

                 Antes do eclipse lunar houve a ocultação da estrela Régulus (Alfa Leonis) pela Lua. Os instantes da ocultação estão assim calculados (Occult 4.2):


       imersão :
19:33:52 (hora local)
       emersão : 20:35:38 (hora local)


Horário de eventos do Eclipse Lunar

Lua entra na Penumbra           21:34:47 (hora local, 20/fev)       
Lua entra na Umbra             
22:42:48       
Início da totalidade           
00:00:22 (hora local, 21/fev)
Maximo do Eclipse               00:25:53
Fim da totalidade               00:51:21        
Lua sai da Umbra                02:08:55       
Lua sai da Penumbra             03:17:04        


    Em Santa Catarina o Eclipse Lunar foi acompanhado pelas seguintes associações:
Florianópolis:

Planetário da UFSC e GEA - Grupo de Estudos de Astronomia
Responsável: Edna M. Esteves e Adolfo Stotz Neto
http://www.gea.org.br
http://www.cfh.ufsc.br/~planetar


Local: Trapiche da Avenida Beiramar Norte
Hora: a partir das 21:00
Estas instituições disponibilizaram:
# telescópios e binóculos para observação em tempo real do eclipse;
# reprodução do evento com Mosaico da Lua;
# representação tridimensional da configuração orbital da Terra e da Lua;
# simulação do eclipse em computador;
# mini-palestra para compreenção do eclise;
# divulgação do IYA2009

 
IMMA - Instituto Multidisciplinar de Meio Ambiente e Arqueoastronomia
Caminhada Arqueoastronômica - Eclipse "Luau" Total.
Evento recomendado para quem gosta de trilhas e camping, englobando a observação do eclipse lunar e demais eventos astronômicos numa mesma noite. Aguarda-se relatório do grupo.
Responsável: Adnir Ramos
http://www.imma.cjb.net
Local: Fortaleza da Barra da Lagoa e Morro da Galheta
Hora: 17:30

GAS - Grupo de Astrofísica da UFSC
O Grupo disponibilizou 1 (um) telescópio para observação do eclipse com explicações no local. Aguarda-se relatórion da atividade.
Responsável: Caroline Deggerone
http://www.astro.ufsc.br
Local: Praça Central da Lagoa da Conceição
Hora: 21:30


Brusque:

Clube de Astronomia de Brusque
Observação do eclipse e palestra no local. Aguarda-se relatório da atividade.
Responsável: Silvino de Souza
http://br.geocities.com/oabrusque
Local: Estacionamento da FIP - Feira do Vestuário, Rodovia Antônio Heil, km 23, 3800
Hora: 20:30

Links

Programa de Observação da REA
O Eclipse pelo Brasil (atividades do IYA2009)
Informações gerais sobre Eclipse Lunar (Planetário de São Paulo)

RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO

                        ECLIPSE LUNAR TOTAL de 20-21 de fevereiro de 2008
 
Observador : Alexandre Amorim
Local de observação: Florianopolis
Latitude:  27º 39' 37" S   Longitude: 48º 32' 37" W  Altitude: 2 m
Instrumentos usados: 1- newtoniano  180mm  f/8  60x
                     2- binóculos 10x50
                     3- binóculos 20x80
                     4- câmera CyberShot DSC-S60
                     5- refrator 60mm f/13  40x

Fonte de Hora Certa: Rádio WWV, 15 MHz

TOMADA DE TEMPO : horário em TU

Início da percepção da penumbra P1:  não determinado
Primeiro toque da sombra        U1:  não determinado
Início da totalidade            U2:  não determinado
Fim da totalidade               U3:  não determinado
Último toque da sombra          U4:  não determinado
Última percepção da penumbra    P2:  não determinado

ESTIMATIVA DO NÚMERO DE DANJON : não foi possível, céu nublado durante a totalidade. Às 04:00 TU a parte imersa na umbra apresentava valor médio de L = 2 usando instr. 2.


ESTIMATIVA DA MAGNITUDE GLOBAL DA LUA:
Delta = 5.3 magnitudes para o 10x50B invertido

objetos usados (comp objects) :
Alpha CMa (Sirius)    m = -1.46  (58° afastada da Lua)
Alpha Car (Canopus)   m = -0.72  
(80° afastada da Lua)
Alpha Cen (Rigil)     m = -0.01  (88° afastada da Lua)
Beta Ori (Rigel)      m = +0.12
Saturno               m = +0.2
Alpha CMi (Procyon)   m =  0.38  (40° afastada da Lua)
Beta Gem (Pollux)     m =  1.14
Alpha Leo (Regulus)   m =  1.35
Alpha Hya (Alfard)    m =  1.98
Delta Leo (Zosma)     m =  2.56
Beta CMi (Gomeisa)    m =  2.90
Omicron Leo           m =  3.52
Iota Leo              m =  3.94
Sigma Leo             m =  4.05
Alpha Sex             m =  4.49
Chi Leo               m =  4.63
59 Leo                m =  4.99

 UT     m1      m (corrected)    m (atm. extc.)

OBSERVAÇÕES DIVERSAS:
A primeira abertura na camada das nuvens ocorreu às 03:59 TU, de modo que a totalidade já havia terminado. Pelo instrumento 2 notou-se às 04:00 TU um fino crescente na borda Sul enquanto que a parte imersa na sombra apresentava L = 2. Após este horário foi possível determinar alguma cronometragem nas crateras, como segue. Após o fim da fase parcial, foi possível observar ainda um tênue escurecimento na região próxima a Mare Crisium às 05:11 TU por meio do instrumento 3. Após este instante as nuvens voltaram a cobrir totalmente o céu.

 PONTO                 IMERSÃO                           EMERSÃO
             toque 1   central    toque 2      toque 4   central   toque 5   instr.

 Tycho         -          -         -            -          -      04:08:33    5
 Dionysius     -          -         -            -       04:41:34    -         1
 Timocharis    -          -         -            -       04:35:51    -         1
 Laplace       -          -         -            -       04:37:26    -         1

            Horário dos eventos: em Tempo Universal, calculados pelo SkyMap10

                 Acompanhe os cálculos deste eclipse.

                 Veja diagrama

           O QUE SE PODE OBSERVAR ?
 

Dados Preliminares da Secção de Eclipses/REA

1) Determinação dos instantes dos eventos:

Início da percepção da penumbra P1: 
Primeiro toque da sombra        U1: 
Início da totalidade            U2: 
Fim da totalidade               U3: 
Último toque da sombra          U4: 
Última percepção da penumbra    P2:  

2) Determinação dos instantes em que a sombra toca nas crateras lunares:

 CRATERA               IMERSÃO                          EMERSÃO
             toque 1   central    toque 2      toque 3   central   toque 4

3) Determinação do Nº de Danjon:

Corresponde a luminosidade e coloração que a Lua assume nos eclipses. Apesar de arbitrária, a escala pode ser classificada da seguinte maneira:

0 - eclipse muito escuro: a Lua é quase invisível.
1 - eclipse escuro, cinza ou castanho: os acidentes lunares são de difícil observação.
2 - eclipse vermelho-escuro: observa-se uma mancha muito escura no centro e os extremos mais claros.
3 - eclipse vermelho-tijolo, com sombra limitada por uma zona cinza ou amarela bem clara.
4 - eclipse vermelho-cobre ou alaranjado, muito claro, com uma zona exterior muito luminosa ou azulada.

4) Estimativa da magnitude global da Lua:

Consiste em determinar a magnitude visual da Lua em diferentes ao longo dos eventos. Usa-se algum instrumentos em que a Lua pode ser observada como um ponto. Binóculos invertidos ou espelhos esféricos podem ser usados.
 

5) Fotografia : 04:19 TU    04:38 TU 

6) Fenômenos Lunares Transientes - TLP

São brilhos incomuns de alguns acidentes lunares, especialmente a cratera Aristarcus e o Vale de  Schröter. Esses brilhos podem ser notados mesmo na zona da superfície lunar mergulhada na sombra.


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