ECLIPSE TOTAL DA LUA
  8 - 9 de novembro de 2003




                 Foi o segundo Eclipse Lunar de 2003. As observações da Estação Costeira1 Foram enviadas para a Secção de Eclipses da Rede de Observação Astronômica do Brasil - REA

                Ficha de observação em TXT.

            Horário dos eventos: em Tempo Universal

                 Para saber os horários em tempo local, basta diminuir 2 (horas) dos horários acima. Em novembro de 2003 já é Horário de Verão.

                 Veja diagrama

                 Veja animação

           O QUE SE PÔDE OBSERVAR ?
 

Dados Preliminares da Secção de Eclipses/REA

1) Determinação dos instantes dos eventos:

Início da percepção da penumbra P1:  23:18:00 (olho)
Primeiro toque da sombra        U1:  23:32:37 (instr.1)
Início da totalidade            U2:  01:05:01 (?)(instr.1)
Fim da totalidade               U3:  01:29:28 (instr.1)
Último toque da sombra          U4:  03:04:42 (instr.3)
Última percepção da penumbra    P2:  04:17:00 (instr.2)

2) Determinação dos instantes em que a sombra toca nas crateras lunares:

 CRATERA               IMERSÃO                          EMERSÃO
             toque 1   central    toque 2      toque 3   central   toque 4

 Aristarcus     -      23:39:29      -            -      02:09:19     -
 Reiner         -      23:41:16      -            -         -         -
 Riccioli       -      23:44:31      -            -         -         -
 Grimaldi    23:45:41     -       23:47:57        -      01:50:44     -
 Kepler         -      23:48:12      -            -      02:07:19     -
 Plato          -      23:50:36      -         02:32:46  02:33:28  02:33:56
 Pytheas        -      23:51:21      -            -      02:20:44     -
 Timocharis     -         -          -            -      02:26:20     -
 Copernicus  23:54:05  23:55:15   23:55:53     02:16:18  02:17:16  02:17:56
 Aristoteles    -         -          -            -      02:43:16 ? forte nebulosidade
 Eudoxus        -      00:00:56      -            -      02:43:16 ? forte nebulosidade
 Manilius       -      00:07:07      -            -      02:35:54   nebulosidade
 Menelaus       -      00:10:23      -            -      02:40:19   nebulosidade
 Plinius        -      00:14:21      -            -         -         -
 Proclus        -      00:24:03      -            -         -         -
 M.Crisium   00:23:29  00:27:47   00:31:05        -         -         -
 Tycho       00:32:47  00:34:35   00:36:32     01:56:08  01:57:43  01:59:16
 Langrenus      -      00:40:12      -            -         -         -

3) Determinação do Nº de Danjon:

Corresponde a luminosidade e coloração que a Lua assume nos eclipses. Apesar de arbitrária, a escala pode ser classificada da seguinte maneira:

0 - eclipse muito escuro: a Lua é quase invisível.
1 - eclipse escuro, cinza ou castanho: os acidentes lunares são de difícil observação.
2 - eclipse vermelho-escuro: observa-se uma mancha muito escura no centro e os extremos mais claros.
3 - eclipse vermelho-tijolo, com sombra limitada por uma zona cinza ou amarela bem clara.
4 - eclipse vermelho-cobre ou alaranjado, muito claro, com uma zona exterior muito luminosa ou azulada.
 

Todos os horários abaixo em Tempo Universal.
00:36 - (1) parte S-SE-E branca, parte NE-centro L=4, parte N-SW L=3, parte NW L=2.5
00:37 - (olho) parte SE branca, toda região sob a umbra L=2.5 ;
00:38 - (3) parte S-E branca, parte SW-centro-E L=4, parte NW-SE L=3, parte NW L=2.5
00:45 - (3) parte SW-S-SE branca,parte SW-centro-E L=4,parte W-NE L=3,parte NW L=2.5
00:53 - (3) parte S branca, parte SW-centro-E L=4, parte W-NE L=3, parte NW L=2.5 ;
01:07 - (3) parte S L=4.5,parte SW-E-NE L=4,parte W-centro-NE L=3,parte NW L=2.5, Lt=3.5
01:13 - (3) parte S-SE L=4.5,parte SW-centro L=4,parte W-centro-NE L=3,parte NW L=2.5, Lt=3.5
01:16 - (olho) parte SE L=4.5, parte SW-centro-NE L=4, parte NW L=3, Lt=3.5 ;
01:31 - (3) parte SE branca, parte SW-centro-E L=4, parte W-NE L=3, parte NW L=2.5 .
 

4) Estimativa da magnitude global da Lua:

Consiste em determinar a magnitude visual da Lua em diferentes ao longo dos eventos. Usa-se algum instrumentos em que a Lua pode ser observada como um ponto. Binóculos invertidos ou espelhos esféricos podem ser usados.

ESTIMATIVA DA MAGNITUDE GLOBAL DA LUA: Delta = 4.7 magnitudes para o 7x50B invertido

 TU     m1     m (corrigida)
00:04 >-4.0   >-8.7
00:17  -4.0    -8.7
00:44  -1.4    -6.1
00:52   0.0    -4.7
01:03   0.2    -4.5
01:12   1.0    -3.7
01:17   1.0    -3.7
01:24   1.3    -3.4
01:32   1.2    -3.5
01:49  -0.7    -5.4
01:53  -1.5    -6.2
02:00  -3.0    -7.7

5) Fotografia :

  Veja algumas FOTOS!

6) Fenômenos Lunares Transientes - TLP

São brilhos incomuns de alguns acidentes lunares, especialmente a cratera Aristarcus e o Vale de  Schröter. Esses brilhos podem ser notados mesmo na zona da superfície lunar mergulhada na sombra.
Após sua imersão, a cratera Aristarcus permaneceu brilhante até às 00:35, voltando a brilhar,
ainda na umbra, a partir d2 01:50.
Às 00:29 Aristarcus, Menelaus e Manilius (nesta ordem) brilhavam sob a umbra.
 

   Ficha de Observação

7) Links

    Observações de Willian Souza
    Imagens de José Guilherme de Souza Aguiar

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